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OS 5 MANDAMENTOS PARA CULTIVO DE PLANTAS: LUMINOSIDADE E REGA

November 12, 2018

 

Cada dia aumenta mais o número de adeptos a ter plantas em casa, mesmo que o espaço não seja dos maiores! Tem gente com planta em apartamentos de 35m2, na sacada, no quintal de casa e até no telhado!

 

Não tem limites a vontade de ter a companhia dessas verdinhas lindas, que contribuem para nosso bem estar, com a purificação e melhoria da umidade do ar e da temperatura ambiente, redução de estresse, ação tranquilizante, e muitas outras vantagens, fazendo valer até dar uma apertadinha na sala, na cozinha ou no banheiro para dar espaço àquelas lindezas. 

 

Vale tudo mesmo, só não vale esquecer que estamos falando de um ser vivo e, portanto, é preciso atenção, cuidado e muito CARINHO com elas, além de proporcioná-las as melhores condições para que elas possam se sentir em casa, literalmente! Combinado?! 

 

E é ai que vem a primeira dúvida de todos, QUAIS PLANTAS ESCOLHER PARA TER EM CASA?!

 

E a resposta é muito simples, aquelas que terão em sua casa o ambiente artificial proporcionado o mais próximo possível do seu habitat natural, ou seja, é importante, antes de comprarmos qualquer planta, saber de que região ela é, e quais as suas necessidades frente à luminosidade, rega, substrato (solo), umidade e temperatura, os chamados 5 ELEMENTOS FUNDAMENTAIS para se ter plantas saudáveis em casa!

 

Neste post falarei sobre luminosidade e a rega, portanto, comecemos com  a LUMINOSIDADE. E quando falamos de luminosidade, estamos falando da luz solar, a principal responsável pela fotossíntese das plantas, ou seja, sem a luminosidade correta para cada planta a mesma não poderá se alimentar, e o resultado já se sabe, ela não sobreviverá.

 

Somente a luz solar, salva algumas lâmpadas específicas para isso existentes no mercado, que possuem o espectro de radiação ideal para que as plantas possam realizar suas funções fisiológicas, e sua ausência ou excesso levam à morte da planta.

 

Sendo assim, é preciso identificar essa quantidade de luminosidade característica de cada uma, e que foram designadas entre plantas de sombra, meia sombra e sol pleno. As plantas de sombra são aquelas em que seu habitat natural são ambientes de florestas bem densas, onde pouca luz passa por através das árvores mais altas, como o caso da costela de adão (Monstera deliciosa), ou ainda da pacová (Philodendron martianum), as quais, com suas grandes folhas, não toleram sol direto, levando a  ter queimaduras nestes casos.

 

Já espécies como o antúrio (Anthurium) e a a samambaia americana (Nephrolepis exaltata), conhecidas como plantas de meia sombra, preferem estar em locais de bastante luminosidade, onde a luz do sol chega de forma difusa, mas não tem contato constante com suas superfícies folheares, ao contrário das espécies de sol pleno, as quais precisam da incidência direta dos raios solares em suas folhas, como cactos e suculentas, que são de cenários desérticos.

 

O excesso de luz pode causar a queima e amarelamento das folhas, porém, a ausência, no caso daquelas que necessitam de sol direto, causa um crescimento acelerado e não sadio das plantas, chamado de estiolamento.

 

Para entendermos um pouco melhor a ideia de sombra, meia sombra e sol pleno em um ambiente dentro de casa, peguemos como exemplo a sala de um apartamento! Localize a janela e, aquela região mais próxima a ela, onde o sol incide na maioria das vezes, se caracteriza no local onde serão colocadas aquelas plantas que necessitam de sol pleno, já afastando um pouco, ainda com bastante claridade mas não mais pegando o sol direto, esse é o local de meia sombra, e onde suas orquídeas, por exemplo, vão amar estar! Por fim, aquela área que já está bem distante da janela, quase chegando no corredor, é a área de sombra, e onde sua coleção de Philodendrons querem estar!

 

Luminosidade ajustada, agora é hora de falar das regas!

O coração palpita, os olhos arregalam, afinal, esse é um dos maiores motivos de morte das plantinhas dos papais de primeira viagem. .. ou mesmo daqueles já bem viajados, também! 😄 

 

O medo de matá-las de cede acaba levando a matá-las afogadas, uma triste realidade, mas muito comum! Mas vou te contar uma coisinha aqui, se for para errar, neste caso, é melhor errar para menos do que para mais, pois plantas que passam cede é mais fácil de revivê-las do que plantas que são afogadas, pois uma vez que sua raiz apodrece pela grande quantidade de água, as chances de morrer são grandes.

 

Pois muito bem, então como saber o quanto regar? Tem quantidade certa de água? Quantos litros? Quantas vezes? …….

As perguntas são várias, a busca por uma fórmula mágica persiste, porém, poderá ser uma decepção para alguns, ou uma libertação para outros, mas vou dizer. .. NÃO EXISTE REGRA!

 

Mais uma vez, assim como na luminosidade, é importante saber de onde vem aquela espécie vegetativa. Ela vem de regiões onde se chove todo dia em grande quantidades e a temperatura é quente e úmida, como na floresta Amazônica, ou de regiões desérticas, onde se chove pouco e bem espaçado, as vezes semanas sem chuvas? Essa clareza nos ajuda a saber a quantidade e frequência de água que nossas plantas vão precisar, como por exemplo a avenca (Adiantum capillus-veneris) que é de florestas tropicais e, portanto, precisam de regas constantes, as vezes diárias, ou uma rosa do deserto (Adenium), que o próprio nome popular já diz, vem de regiões desérticas e, portanto, precisa de pouca água e a rega é bem espaçada, podendo ser até de 15 em 15 dias.

 

A atenção para em que suporte a espécie vegetativa está plantada e como está a umidade do local, também interferem na quantidade e frequência de rega, ou seja, as vezes uma mesma espécie vegetativa na minha casa terá um frequência e quantidade de rega diferente da casa de outra pessoa. Sendo assim, quando se fala em rega, é importante ter atenção à planta, principalmente nos primeiros dias que ela está habitando seu novo lar. Começamos com uma quantidade e frequência, sempre pecando para menos, e vamos percebendo, de fato, como a planta está respondendo àquelas regas, e se perceber que suas folhas tem murchado ou secado antes mesmo da próxima rega estipulada, então passe a aumentar a frequência e/ou quantidade!

 

Por fim, é importante tomar cuidado com o suporte (vaso) onde sua planta está. Em caso de vasos, ou seja, aqueles com furo embaixo, o risco com excesso de água é um pouco menor, pois aquela água terá como ir embora, já no caso dos Cachepots, aqueles suportes sem o furo embaixo, o risco é maior de afogar as raizes, pois a água em excesso ficará lá parada, levando ao apodrecimento das raízes. Então, uma boa dica para saber se já é hora de regar, e não deixar acumular água demais no fundo do vaso ou cachepot, é usar o dedo ou um palito de churrasco. Enfiando o palito até o fundo poderá perceber, ao retirá-lo, se o substrato (terra) ainda está molhado ou se já está seco e na hora de regar.

 

Essas foram algumas sugestões e cuidados importantes para com suas amiguinhas verdes, em um próximo post abordarei sobre os outros elementos!

De qualquer forma, já dá para começar! Mãos à terra! 😉 

 

 

 

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