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  • Elis Cristina

SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?


SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?

Eu vejo Jasmim Manga que floresce,

Cai, forra o chão,

E incandesce.

SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?

Vejo orquídeas e bromélias.

Que tomam de cores os troncos,

Com a permissão e o encantamento como ideias!

SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?

São Jacarandás e Jequitibás.

Crescendo apertados nos espaços,

Mas são estes que lhes destinarás.

SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?

Folhas que mesmo ao chão,

Vejo a vida,

Que pro fruto dar,

Contribuirão.

SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?

Vejo primaveras e A Primavera,

Que um novo,

Ambas estão na espera.

E que para começar,

Basta um olhar!

E você,

SÃO PAULO, O QUE VOCÊ VÊ?

Ao caminhar pelas ruas de São Paulo, comecei a perceber e, talvez até, treinar o meu olhar!

Tomei a liberdade de escrever esse meu sentimento em forma de verso, pedindo licença poética para escrever sem regras literárias.

A intenção é tornar em palavras os nossos dia a dias que são ritmados pela mesmice.

Andamos pelos mesmos lugares, pensamos as mesmas coisas, e lembramos daquilo que nem sempre é o que queremos.

Morar em São Paulo nos leva a esse movimento quase que uma respiração, mas mais intenso.

Nos cega para o diferente, para o belo, além de cultivar o olhar pro indesejado, para aquilo que nos seca por dentro.

Tomar a postura de mudar o olhar e querer ver aquilo que lá já está, só não reluz,

Nos faz sair daquela paisagem estática e monocromática,

Enxergando uma nova paleta de cores,

Enxergando novas formas,

Vivendo o presente!


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