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  • Elis Cristina

RESILIÊNCIA E COMPOSTAGEM : um empurrãozinho para o início.


Primeiramente, queria deixar claro aqui já no inicio deste post, que não irei falar da importância de fazer compostagem, nem de como fazer ou dar dicas de como solucionar problemas comuns de suas compoteiras. Pois para isso tenho 2 posts no blog, feitos com muito carinho, (https://www.soulverde.eco.br/post/2018/10/15/compostando e https://www.soulverde.eco.br/post/2019/09/02/compostando-e-agora-problemas-e-solu%C3%A7%C3%B5es), além de 2 guias gratuitos para baixar para ajudar você que quer montar sua própria composteira em casa (https://www.soulverde.eco.br/oficinas).


Feitos os apontamentos, rs, seguimos com o post!

Post este, sim com o propósito de continuar incentivando a compostagem, principalmente neste momento de quarentena onde muitas pessoas estão iniciando ou beirando a dúvida de iniciar, mas também por entendê-la como algo intrínseco a jardinagem, e por acreditar que compostar é um ótimo exemplo da nossa capacidade de resiliência como seres vivos.


Sim, todo e qualquer ser vivo nesse planeta, por consequências dos seus processos evolutivos, tem o trunfo da resiliência, ou seja, a capacidade de adaptação e regeneração quando sujeito a um esforço externo.


Poderia pegar muitos outros exemplos que contribuiriam para compreendermos nossa resiliência,  porém, a compostagem está ai, tão perto, e tão distante em alguns casos, e que permite a resiliência em duas etapas, no antes e no depois, no executante e no executado.


Lembro-me da primeira vez que tive contato com a compostagem, me pareceu algo tão obvio, algo que minha avó fazia em seu pomar, e que com o passar do tempo, foi sendo esquecido, até que então, me reencontrei com a compostagem, dessa vez repaginada através de minhocários, e ainda mais necessária.


Compostar é um ato, sim, de cidadania, um ato de entender que nós seres humanos não somos o centro do planeta, e muito menos do universo, que dependemos de todo um ecossistema, assim como este depende de nós, e que se continuarmos a agir da forma como agimos há anos, que nós e outros seres vivos perderemos a capacidade de resiliência.


São poucas as coisas que me fazem sentir que de fato estou fazendo algo para "mudar" o mundo, dentre elas estão o ato de compostar e de advogar por ela.


No início do período da quarentena consegui introduzir na vida dos meus pais a compostagem, não foi um processo muito rápido, muito menos fácil, mas depois de me verem fazendo, de muito diálogo empático, e somado ao momento que estamos de repensar muitas coisas, eles aceitaram.


Antes era o medo alimentado pelo preconceito que os faziam adiar o início, até que a resiliência se fez presente, e de forma respeitosa, a compostagem entrou em suas vidas.


Quantos de nós no início de algo novo em nossas vidas não nos perguntamos como seria, o que seria, e se seria, mas quando estamos abertos e acreditarmos no processo, e em nossa resiliência, pronto, flui.


Pois bem, compostar é assim, te faz sentir um frio na barriga, questionar, repensar, começar, errar, recomeçar, querer desistir, insistir, se orgulhar e compartilhar, ou seja, é como qualquer outra coisa na vida, não é mesmo?!


Muitas pessoas me perguntam; Mas dá trabalho fazer compostagem?


E eu respondo, depende do que é dar trabalho! 


Somos resilientes, e estamos de fato nos deparando com um momento em nossa história como espécie humana em que esta resiliência está sendo colocada à prova, e se não entendermos que o que nos trouxe até aqui não é o que nos levará a diante, como diz a podcaster Juliana Wallauer, então realmente a resposta àquela pergunta é; Sim dá trabalho.


Precisamos urgentemente começar a elencar prioridades, e estas não tão egocêntricas e antropocêntricas.


Parece difícil? Não é não! 


Minha sugestão; Comece compostando! ;)


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