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  • Elis Cristina

OS ERROS MAIS COMUNS NO CULTIVO DE HORTAS


Eu tenho uma pequena horta em meu apartamento, na verdade consigo cultivar alguns temperos, ervas e PANC, as quais uso com certa frequência quando faço meu próprio alimento.

É uma sensação maravilhosa poder colher ali na hora, fresquinha, salsinha, cebolinha e já usar no preparo do almoço, seja para você mesma ou para uma pessoa especial. O prazer de cultivar o próprio alimento é algo inexplicável, na verdade é regado de muitas sensações boas, e é por este motivo que cada vez mais pessoas, sejam aquelas munidas de muito ou pouco espaço, estão se rendendo a esta atividade, ganhando cada vez mais adeptos e apaixonados por suas hortas caseiras.

E por este motivo, no post de hoje, vou falar de alguns errinhos comuns das donas e donos de hortas, os desvendando e ajudando para que cada vez mais tenham sucesso na sua produção! 🙂

A escolha do local onde será cultivada sua horta é uma decisão muito importante, a qual pode implicar na sua saúde pra sempre. Se não adequadamente escolhido o local, muito vento, por exemplo, podendo ser um agravante para o bom cultivo de sua horta, tornando suas plantinhas mais suscetíveis a doenças e bichinhos indesejáveis por ficarem estressadas, bem como a necessidade mais constante por regas, pois o vento rouba a água do substrato de seus vasos. Porém, um outro fator muito importante, e que é resultado do local escolhido, é a a luminosidade, podendo esta ser muito ou pouca, e influenciará em seus cultivos e no seu sucesso.

Geralmente as plantas que mais cultivamos em hortas, sejam os temperos, legumes, vegetais, etc, são mais exigentes em relação a luminosidade, sendo importante a presença de sol direto em suas folhas, para que façam a fotossíntese e tenham uma boa condição física!

Frutos como os tomates, berinjela, pimentão, e outras árvores frutíferas, necessitam de pelo menos 6 horas ou mais de sol direto, o que torna mais difícil o cultivo dessas espécies em apartamentos, pois mesmo que sua varanda pegue sol, é muito mais difícil, nas grandes cidades, varandas que peguem sol por mais de 6 horas. O Manjericão, queridinho de muitas horteleiras e horteleiros, não são frutos, mas sua exigência de luminosidade direta é a mesma, por isso que ele é o campeão de morte em hortas, além de ser uma planta muito delicada e não aguentar mudanças muito bruscas de temperatura e exigir muita água.

Já a maioria dos temperos, como salsinha, orégano, tomilho e alecrim, se desenvolvem bem com 4 horas ou mais de sol, ou ainda couve-flor, brócolis e feijões.

Bem, e vocês devem estar se perguntando, mas será que algo vai naquela minha varanda que pega um pouco, 1 ou 2 horas de sol pena manhã ou pelo final da tarde?!

A resposta é sim! Conhecida como meia sombra, ou luz indireta, é adequada para espécies como morango, rabanete, cebolinha, hortelã, alface, alho-poró, cenoura, rúcula e salsa, alguns até conseguindo se adaptar na sombra, como o caso do morango, alface e hortelã.

Nesses casos em que sua casa/apartamento não possuem muita luz direta, aproveite para apostar nas PANC, pois existem muitas espécies que vão na sombra, como Taioba e Ora-pro-nobis.

Escolhido o local, é hora de plantar, e ai chegamos a outro erro muito comum, o espaço que se destina às espécies. As hortas podem ser feitas através de semeadura, ou seja, plantio de sementes, ou através de mudas já um pouco mais formadas. Independente da escolha, ambas nos exigem conhecer o tamanho que a planta terá quando adulta, pois assim facilitará na escolha do tamanho dos vasos, jardineiras, etc, que serão necessários para cultivar aquilo que desejamos.

No caso das sementes, se usadas daqueles que são compradas em pacotinhos, os mesmos trazem as informações necessárias da quantidade e espaçamento obrigatório na hora de semeá-las, caso contrário, faça uma pesquisa conforme o que se deseja semear, pois o plantio de muitas sementes, ou poucas, podem interferir no seu sucesso, bem como a distÂncia entre elas.

Agora, se sua horta é pensada a partir de mudas, então é imprescindível que saiba qual a necessidade, em medida, de espaçamento entre cada muda na hora do plantio, para permitir que todas tenham espaço suficiente para seu desenvolvimento e, portanto, não ocorra sufocamento e disputa excessiva por espaço e nutrientes.

A falta de planejamento dos espaços, ou melhor, do volume necessário por espécies pode levar ao insucesso da sua horta, quando cultivadas em vasos. Uma dica é, para maioria dos cultivos, opte por vasos ou jardineiras com no mínimo 20 cm de profundidade, e no caso de raizes profundas, como cenouras, batatas, opte por no mínimo 30 cm, mas quanto mais profundo melhor.

Ainda relacionado com o plantio, outro fator de erro é a desconsideração para com a temporada, e essa, se total ignorada, é praticamente impossível dar resultado. As plantas possuem suas sazonalidades, sua época correta de germinação de suas sementes, e que se feita na época errada, mesmo que acertado todas as necessidades da planta, não adiantará, sua semente não se transformará em uma nova muda.

Sendo assim, atenção ao que está querendo semear e se a época é a correta para tal. Para saber a época certa de semear, recorra às embalagens das sementes, ou observe a Natureza, veja em que época do ano aquela espécie dá sementes, e isso indicará que se trata do momento adequado.

As semeaduras podem ser diretas ou indiretas, ou seja, algumas espécies exigem que sua semeadura seja feita já no local definitivo onde sua muda irá se desenvolver, como o caso do hortelã, rúcula e alface, chamada de semeadura direta, e a indireta, aquelas que exigem que sejam semeados em sementeiras, primeiramente, e depois de germinada e com no mínimo 4 folhas sejam transplantadas para seu local definitivo, como tomate, berinjela e pimentão.

Local definido, luminosidade acertada, vem o calcanhar de Aquiles de muitos, a rega, e o sucesso de uma Boa Horta depende se a rega está sendo adequada, caso contrário, as chances de perda de plantas só aumentam.

Não existe regra na hora da Rega, existe atenção e observação, muitos fatores podem influenciar na frequência e quantidade da rega, sendo inviável nos basearmos em fórmulas prontas, o que apenas te levará a fazer parte da grande estatística de perda de plantas por afogamento ou por falta de água.

Alguns sinais que as plantas dão quando estão com excesso de água são:

  • Aspecto murcha e seu substrato está molhado;

  • Folhas amareladas ou desbotadas;

  • Pontas das folhas ficam marrons;

  • Folhas com aspecto de feridas e/ou com bolhas devido o rompimento das células por excesso de água;

  • As folhas começam a cair;

  • Aparecem fungos nas folhas;

  • Folhas novas ficam marrons.

Já no caso de pouca rega:

  • Aspecto de murcha e seu substrato está seco com rachaduras;

  • Folhas com aspecto de secas, quebradiças ao toque;

  • Flores e folhas começam a cair com frequência;

  • Folhas ficam torcidas.

Por fim, não molhe as folhas das suas ervas, temperos, vegetais, prefira por molhar de forma uniforme e com abundância seu substrato , fazendo com que a frequência de rega seja menor e evitando que as folhas fiquem suscetíveis ao aparecimento de fungos. Em caso de suportes sem furos na parte inferior, cachepots, cuidado com o excesso de água, isso pode causar apodrecimento das raizes, portanto, regue com menos água e mais frequente.


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