Do TCFD e TNFD ao Design Regenerativo: como empresas estão integrando clima e natureza em suas estratégias ESG
- Elis Cristina

- 3 de set. de 2025
- 2 min de leitura

À medida que os desafios climáticos e ecológicos se intensificam, cresce a urgência para que empresas integrem de forma estratégica e sistêmica os riscos e oportunidades relacionados ao clima e à natureza. Em 2025, a tendência é clara: a separação entre metas climáticas e de biodiversidade está dando lugar a uma abordagem consolidada, com foco em soluções regenerativas e baseadas na natureza.
Nos últimos anos, duas estruturas vêm guiando o setor corporativo global: o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) e o TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures). Enquanto o TCFD orienta a divulgação de riscos e oportunidades financeiras relacionados às mudanças climáticas, o TNFD amplia esse olhar para a natureza como um todo — incluindo biodiversidade, uso da terra, recursos hídricos e ecossistemas.
A integração dessas duas estruturas está promovendo uma nova lógica nos planejamentos estratégicos: empresas de setores como construção, hotelaria, alimentos e indústrias estão sendo desafiadas a pensar de forma holística sobre seus impactos e dependências ambientais. Mais do que relatórios, essa mudança exige ação territorial.
Iniciativas que antes eram pontuais — como compensação de carbono ou reflorestamento — estão sendo substituídas por soluções baseadas na natureza (SbN) com múltiplos benefícios. Jardins de chuva, parques inundáveis, corredores ecológicos, rewilding urbano e fachadas vivas são exemplos de estratégias que reduzem riscos físicos e operacionais, ao mesmo tempo que geram valor social, climático e reputacional.
Além disso, empresas com metas ESG estão percebendo que integrar clima e natureza desde o planejamento paisagístico pode aumentar a resiliência dos ativos, melhorar a reputação institucional e alinhar-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O design regenerativo vai além da sustentabilidade: ele busca restaurar, revitalizar e coevoluir com os ecossistemas. Ao aplicar esse conceito em empreendimentos corporativos, é possível transformar áreas subutilizadas em ativos vivos — que capturam carbono, regulam o microclima, apoiam a biodiversidade e promovem bem-estar.
Na prática, isso significa integrar vegetação nativa, solo vivo, drenagem sustentável, estruturas biofílicas e funcionalidades ecológicas no próprio desenho do espaço. Cada projeto torna-se uma resposta local aos desafios globais, com impacto positivo mensurável, como nos exemplos;
Em Singapura, o edifício CapitaSpring incorpora uma floresta urbana vertical com 80 mil plantas tropicais.
No Brasil, hotéis e indústrias estão investindo em paisagismo funcional, que alia sombreamento natural, restauração de nascentes e valorização estética com impacto climático.
Iniciativas de rewilding urbano estão transformando áreas degradadas em habitats resilientes, com ganhos para a fauna local e para a qualidade de vida urbana.
A Soul Verde é referência em paisagismo regenerativo e soluções baseadas na natureza com impacto real sobre clima, biodiversidade e bem-estar. Atuamos com planejamento estratégico, execução e monitoramento de projetos que integram as melhores práticas de ESG, TCFD, TNFD e ODS.
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