O Fundo que transforma florestas em ativos de impacto climático — e por que isso importa para o seu projeto
- Elis Cristina

- 12 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

A COP 30 começou nessa semana, e já ficou marcada na história ao ser palco para o lançamento do TFFF, Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês- Tropical Forest Forever Facilty). Mais que uma sigla que viralizou na boca de todos, vamos explorar o que é o TFFF, como ele funciona, por que ele interessa ao setor de paisagismo regenerativo e natureza – e de que maneira Soul Verde pode se posicionar estrategicamente diante desse movimento.
Em um momento em que empresas e organizações buscam soluções robustas para cumprir metas de ESG, ODS e reconectar negócios à natureza, surge uma iniciativa que pode representar um divisor de águas. O TFFF é um mecanismo global de financiamento criado para apoiar países com biomas tropicais que preservem suas florestas em pé — em vez de destruí‑las. O modelo inova ao mover o foco de doações pontuais para um fundo permanente que mobiliza capital público, privado e filantrópico, e paga pelos serviços ecossistêmicos das florestas, como regulação climática, armazenamento de carbono, biodiversidade e água.
Lançado oficialmente na COP30, em Belém (Pará), em novembro de 2025 — com a meta de captar cerca de US$ 125 bilhões, tem como participantes mais de 70 países com florestas tropicais ou subtropicais, além de povos indígenas e comunidades locais, que terão um papel central no desenho e nos pagamentos. Pelo menos 20 % dos recursos do TFFF serão destinados diretamente a povos indígenas e comunidades locais.
O conceito básico é de captar fundos, investir em ativos financeiros de baixo‐risco ou de retorno moderado, e usar os rendimentos para recompensar países que conservam florestas. Os pagamentos são feitos com base em área de floresta conservada ou restaurada (por hectare), monitorados por satélite, e condicionados ao desempenho (por exemplo, redução do desmatamento). Há penalidades previstas caso o país participante apresente desmatamento ou degradação acima de certos limiares, além de não financiar investimentos com “impacto ambiental significativo”, como carvão, turfa, petróleo ou gás.
Para o público B2B o TFFF abre diversas oportunidades:
Valorização de ativos de natureza: paisagens regenerativas, corredores verdes, restauração de áreas degradadas e florestas urbanas podem ser reconhecidas como parte de um ecossistema mais amplo de conservação. Empresas podem alinhar seus projetos de paisagismo à necessidade global de manutenção de florestas tropicais, elevando seu perfil de inovação climática.
Alinhamento estratégico com ESG, biodiversidade e clima: ao conectar o design paisagístico com metas de conservação (como reduzindo pressão sobre biomas tropicais ou integrando cadeias sustentáveis), a empresa abre caminho para relatórios mais robustos (ex : TCFD/ TNFD) e narrativas de impacto.
Integração com cadeias de valor: indústrias e construtoras que dependem de insumos ligados a regiões tropicais (papel, madeira, óleo de palma, bio‑insumos) podem usar o TFFF como indicador de boas práticas ou compensação, fortalecendo reputação e licença social para operar.
Risco e regulação: o fortalecimento de fundos como o TFFF sinaliza que a regulação ambiental e o mercado de serviços ecossistêmicos estão evoluindo. Empresas que anteciparem essa tendência ganham vantagem competitiva, enquanto as que ficarem de fora poderão sofrer em termos de compliance, reputação e atração de capital.
Sendo assim, na Soul Verde enxergamos a possibilidade de que espaços verdes criem paisagens resilientes, regenerativas e amigas do clima, e que o O TFFF amplia esse horizonte, pois com o Design positivo para o clima elaboramos projetos que não só reduzem emissões, mas conectam‑se a cadeias de conservação mais amplas — reforçando a ideia de floresta em pé como ativo climático. As Soluções baseadas na natureza (NbS) colaboram com a restauração, drenagem sustentável, corredores verdes, rewilding urbano — integrados à narrativa global do TFFF. E por fim, geramos impacto relevante e mensurável ao aproveitarmos os frameworks de monitoramento de natureza e clima para mostrar resultados concretos nos relatórios ESG dos clientes.
O TFFF representa um marco de inovação no financiamento climático — ao estabelecer que manter florestas de pé pode e deve ter valor econômico. Para empresas com ambição climática, construtoras, hotéis e indústrias, isso abre novas frentes de atuação em paisagismo regenerativo, cadeias verdes e governança sustentável. Na Soul Verde, estamos preparados para ajudar você a converter essa nova estrutura em paisagens concretas de impacto e valor.
Entre em contato e vamos explorar como seu próximo projeto pode conectar‑se ao futuro da conservação, da natureza e do clima.
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