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PlaNAU 2025: o que é e por que importa

  • Foto do escritor: Elis Cristina
    Elis Cristina
  • 26 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura


Lançado em novembro de 2025, durante a COP30 em Belém (PA), o PlaNAU representa o primeiro plano federal brasileiro dedicado exclusivamente à arborização urbana. O plano integra o eixo de “Áreas Verdes e Arborização Urbana” do programa Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), mostrando que árvores deixam de ser apenas elementos estéticos e passam a ser tratadas como sempre deveriam, como infraestrutura essencial das cidades.


Elaborado de forma colaborativo e participativo, O PlaNAU estabelece ambiciosas metas nacionais até 2045, com diretrizes e um conjunto de 93 ações estruturadas em seis estratégias.

  • Aumentar de aproximadamente 45,5% para 65% a proporção de pessoas que vivam em áreas urbanas com pelo menos três árvores no entorno da residência.

  • Expandir a cobertura vegetal urbana em cerca de 360 mil hectares, elevando a área total verde nas cidades.

  • Garantir que 100% dos municípios disponham de instrumentos de planejamento formal para arborização urbana — como planos municipais de arborização ou equivalentes.

  • Priorizar a arborização em territórios vulneráveis — favelas, periferias, regiões com maior risco climático ou social — reforçando o foco em justiça climática e equidade ambiental.

  • Valorizar espécies nativas, incentivar a biodiversidade urbana, controlar ou substituir espécies exóticas, e promover o manejo responsável e manutenção a longo prazo.


As estratégias envolvem desde planejamento e governança, financiamento e fortalecimento da cadeia de produção de mudas, até pesquisa, capacitação técnica e educação ambiental.


Ao reconhecer árvores como infraestrutura urbana fundamental, o PlaNAU se torna um divisor de águas para as cidades brasileiras, permitindo que arborização deixe de ser considerada apenas estética ou decorativa — e passe a ser parte da lógica urbanística, com planejamento, normatização e manutenção contínua.


Com o aumento da vegetação, as cidades ganham importantes instrumentos naturais para mitigar ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar, regular microclimas, absorver águas pluviais e reduzir riscos de eventos extremos — fatores cada vez mais críticos diante da crise climática.


Ao priorizar áreas periféricas, bairros vulneráveis e regiões com menor cobertura verde, o PlaNAU assume um papel de democratização do acesso à natureza urbana — promovendo qualidade de vida, saúde, conforto térmico e bem-estar social de forma mais equitativa.


A ênfase em espécies nativas e diversidade florística contribui para a retomada da biodiversidade urbana, com ganhos para polinização, fauna local, corredores ecológicos — reforçando as cidades como parte viva da paisagem e ecossistema.


Para a Soul Verde, o PlaNAU representa um marco estratégico e uma grande oportunidade de sinergia:

  • O plano legitima a visão da arborização urbana como infraestrutura vital — o mesmo olhar que orienta nossos projetos de paisagismo regenerativo: plantar com propósito, não apenas decorar.

  • As diretrizes do PlaNAU (espécies nativas, biodiversidade, justiça climática, inclusão social, planejamento técnico) ecoam diretamente os valores da Soul Verde: regeneração, impacto climático positivo, cidades resilientes.

  • Com o incentivo federal, surgem espaços para parcerias entre governos, setor privado, empresas e especialistas — abrindo portas para a Soul Verde atuar junto a hotéis, construtoras, indústrias e municípios que buscam cumprir metas ESG, ODS e de adaptação/mitigação climática.

  • O PlaNAU também eleva a necessidade de planejamento urbano com paisagismo consciente e técnico — algo em que temos expertise e diferencial: unir estética, funcionalidade e regeneração ecológica.


Para que o PlaNAU se traduza em impactos reais, será essencial que municípios elaborem planos locais de arborização urbana, com participação técnica e social, as empresas e investidores incorporem arborização e verde corporativo em seus empreendimentos como parte da infraestrutura ESG e que o manejo, manutenção e a diversidade ecológica sejam priorizados — para que as árvores plantadas sobrevivam e cumpram sua função a longo prazo.


O lançamento do PlaNAU marca um novo capítulo para as cidades brasileiras — um capítulo em que árvores não são mais coadjuvantes, mas protagonistas da infraestrutura urbana. Para quem, como a Soul Verde, acredita no poder transformador da natureza, o plano abre um horizonte promissor de colaboração, inovação e impacto.


Se sua empresa, projeto ou município deseja transformar essa ambição em realidade, fale com a Soul Verde. Juntos podemos desenhar, plantar e cuidar de paisagens que fazem sentido — para as pessoas, para o clima, para o futuro.


 
 
 

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